“Se Essa Rua Fosse Minha – Espetáculo De Brincar”

 TEATRO – ARTE-EDUCAÇÃO – FOLCLORE –  MÚSICA

Em cartaz:

Auditório do MuBE

Sábados 17h – até 30/09/17

 

Uma peça de teatro infantil totalmente interativa na qual os espectadores assistem à história “brincando” todo o tempo junto aos atores de brincadeiras colhidas do folclore infantil brasileiro. O espetáculo foi merecedor por duas vezes consecutivas do Prêmio Pontinhos de Cultura (Ministério da Cultura) e do Prêmio Valores do Brasil (Banco do Brasil).

No espetáculo, “crianças” de 0 à 100 anos brincam e cantam brincadeiras diversas colhidas da cultura popular brasileira, numa iniciativa que integra pais, avós, educadores e crianças em uma viagem através do “túnel do tempo” dos brinquedos.

O ESPETÁCULO

Se ESsA Rua FOSse MInhA – EsPETácUlo dE BrinCAR

Durante o espetáculo, totalmente interativo, os espectadores são convidados a brincar com os atores, de brincadeiras folclóricas que fizeram parte da infância de seus pais.

SERVIÇO

Gênero: Espetáculo para a Infância e Juventude

Público alvo: Crianças e família

Duração: 70 minutos

Classificação –  Livre

Ingressos –  40 reais

Texto – Paula Giannini

Direção Amauri Ernani

Elenco – Andreza Crocetti e Sido Calesso

 

Com este espetáculo, a Palco Cia. de Teatro envereda pelo caminho da pesquisa e da experimentação, ao trazer a plateia ao palco, durante quase toda a peça.

Buscando um caminho de comunicação espectadores/atores em um texto construído quase na íntegra de ditos populares, costumes, brincadeiras e canções da cultura popular brasileira.

Com texto de Paula Giannini e direção de Amauri Ernani “SE ESSA RUA FOSSE MINHA – ESPETÁCULO DE BRINCAR” é um resgate do universo folclórico infantil brasileiro, apresentando antigas brincadeiras de rua, cantigas de roda e de acalanto, costumes populares e de tradição oral.

A peça, que podemos chamar de “espetáculo brincante”, é totalmente interativa, fazendo com que os espectadores possam “experimentar o brincar” junto aos atores no palco. (brincadeiras folclóricas que fazem e/ou fizeram parte do universo infantil brasileiro).

O espetáculo é o resultado prático de um trabalho baseado em pesquisa na área do folclore infantil brasileiro desenvolvido pela equipe da Palco Produções, sob coordenação do Folclorista Inami Custódio Pinto e de Paula Giannini (autora do texto).

O trabalho empolga equipe artística e plateia ao propor a participação direta dentro de uma experiência que podemos chamar de “espetáculo/jogo” ou “espetáculo/brincante”:

Uma experiência de interatividade que apresenta às crianças a riqueza da gama de brincadeiras de rua do folclore brasileiro infantil e proporciona aos adultos um mergulho de volta a sua infância. Durante o espetáculo, é compartilhada entre pais, avós, filhos e netos a experiência do brincar junto aos atores.

Apresentando e resgatando uma seleção de cantigas de roda, acalanto e brincadeiras brasileiras surgidas em diferentes estados brasileiros através de diferentes veias étnicas de origem: “Se Essa Rua Fosse Minha” – “Histórias Sem Fim” – “Dorme Suzana” – “Cabra Cega” – “Cinco Marias” – “Cataflau” – “Elefante Colorido” – “Alecrim Dourado” – “Encontrar figuras nas nuvens” – “Já Quem Pô” – “Carneirinho Carneirão” – “Macaco Foi à Feira” – “Elástico” – “Escravos de Jó” – “Pipa” – “Batatinha Frita 1, 2, 3” – “Mamãe Posso Ir” – “Carrapato Vai-te Embora” – “Bem-me-Quer, Mal-Me–Quer” – “Sapo Cururu” – “Teresinha de Jesus” – “Salada Mista” – “Mulher Rendeira” – “Amarelinha” – “Passa-Passa Gavião” – além de muita música, ditos populares, adivinhas, versinhos, parlendas, trava-línguas, etc.

HISTÓRIA

No espetáculo, “Teresinha de Jesus”, “Pai Francisco” e “Alecrim Dourado” (extraídos do folclore infantil em diferentes raízes folclóricas – raiz lusa – afro-brasileira e indígena) são três personagens “brincantes”, com diferentes origens e realidades culturais, mas que se reúnem todos os dias na rua onde moram para brincar. Enquanto brincam eles tecem reflexões e comentários sobre a vida, e, sobre a experiência única que é crescer, amadurecer.

O TEXTO

O Texto de Paula Giannini constrói a história de forma delicada, criativa e ágil, envolvendo o espectador na peça que, às crianças, propõe um novo mundo repleto de brincadeiras e, aos adultos, um mergulho na memória de brinquedos que fizeram parte da infância brasileira desde sua origem.

O texto é construído quase na íntegra com ditos populares, cantilenas, costumes, cantigas e crendices populares. Costurando o caminho dos personagens através de brincadeiras anunciadas (selecionadas, classificadas e ordenadas por faixa etária) que vão surgindo enquanto os personagens “crescem”: primeiras brincadeiras, segundas brincadeiras, brincadeiras de crescer e últimas brincadeiras, a fim de delimitar o tempo passando e a diferença entre brincadeiras realizadas desde a primeira infância até a pré-adolescência.

A DIREÇÃO

A direção, de Amauri Ernani trabalha com os atores como figuras atemporais, que cantam, dançam e brincam, interagindo diretamente com os espectadores durante todo o espetáculo, buscando desta forma uma maior cumplicidade entre artista e plateia, bem como entre a plateia como um todo; transformando os três personagens do texto em “brincantes”. Personagens que, juntos, enquanto jogam com o “ser criança”, descobrem o mundo, sofrendo, questionando, aprendendo e principalmente brincando, de brincadeiras eternas, aprendidas de seus pais, que aprenderam de seus pais, que aprenderam de seus pais…

A MÚSICA

A seleção musical é uma coletânea de cirandas infantis arranjadas pelo músico e pesquisador musical Ângelo Esmanhotto (pós graduado em música clássica indiana e que, no Brasil, trabalha em pesquisa das similaridades entre cantigas de roda brasileiras e mantras indianos), que também assina a direção musical do espetáculo e do cd para cantar – parte integrante do jogo.

Ingressos Antecipados.