Um livro de Paula Giannini

 Dia 03/10 – lançamento na Casa das Rosas – São Paulo – das 18 às 21h 

Uma coletânea na qual a tônica é o dia-a-dia. Como pano de fundo, os textos falam daquele que nos subtrai aos poucos, ao passo que em nós, adiciona também algo de si mesmo. O tempo.

Com orelha de Verônica Stigger, o livro já nasce premiado. Seu original foi um dos premiados pelo Projeto de Tutoria da Casa das Rosas em São Paulo. Além de prêmios individuais para os inúmeros contos que compõem o trabalho.

Casal Perfeito – 8° Lugar – Prêmio Academia Penedense de Letras.

Ossos Largos – 20° Lugar – Prêmio VIP de Literatura 2016 – A.R. Publisher

Ossos Largos e Quase – Menção honrosa – Prêmio Nidil de Literatura

De Saltos Altos – Menção Honrosa, no I Certame Literário Zilferoli 2016 – Academia de Letras de São João de Meriti

… 4° colocação no 14º UNICULT – 12º Certame DE CONTOS.

… 12° colocação no Prêmio VIP de Literatura 2017 – A.R. Publisher

Dejá Vù – selecionado para a primeira edição da Revista Multiversos

Bob – Prêmio Literatura de Presidente Prudente.

Lagartixa – Prêmio Abrace um Autor – 4° colocação

 

A Orelha

De Verônica Stigger

São poucos os títulos que sintetizam tão bem o conteúdo de um livro como este que o leitor tem nas mãos. Pequenas mortes cotidianas, a mais recente coletânea de contos de Paula Giannini, trata justamente do que anuncia: das mortes com as quais lidamos ao longo de uma vida. Não apenas daquelas ligadas à perda de amigos, conhecidos ou familiares, mas ainda das que se dão em consequência de escolhas que fazemos a todo momento, como a narradora de “Déjà Vu” tão bem explicita: “Ninguém estava completamente feliz com suas escolhas. Nunca. Cada opção significava, inexoravelmente, a imediata morte de todas as outras. Sempre”. E não só. Para além dessas perdas, Paula Giannini, em seu livro, aborda fundamentalmente aquelas pequenas mortes quase imperceptíveis, porque difíceis de detectar onde e quando começam, e que, em alguma medida, abalam nossa estrutura e se inscrevem no corpo como as marcas de um sismógrafo. “Algo parecia deteriorar em si com a velocidade de um piscar”, afirma a narradora de “Quase”.

Pequenas mortes cotidianas é também, portanto, uma reflexão sobre a passagem do tempo e o modo como esta se revela em nós e para nós. Diz ainda a narradora de “Quase”: “Já não sabia quem era. E reconhecer o mundo à sua volta, aos poucos, se tornava igualmente custoso. Até o olhar parecia ter-se modificado. As lentes com as quais se via já não eram as mesmas através das quais enxergava o mundo”. E a saída não está em tentar mascarar a morte, que, como todos sabemos, é inevitável, mas, pelo contrário, encará-la de frente, sem medo e com vistas a uma possível redenção, como sugere a frase que se repete em dois contos diferentes do livro, tal qual um refrão: “É preciso morrer para renascer”.

 

Resenha da Casa das Rosas 

Pequenas mortes cotidianas – Paula Giannini

“Narrativas caleidoscópicas, vertiginosas e concisas, explorando os múltiplos dramas cotidianos, numa espécie de fluxo de consciência contínuo, como se o leitor acompanhasse de perto as personagens. O estilo telegráfico e os cortes bruscos dão ao texto um ritmo ágil e cativante”.

Casa das Rosas

 

“A autora Paula possui uma escrita fluída, onde os contos são intensos, prendendo o leitor até a última palavra.”

RHAUY FORNAZIN – Compre pela Capa

 

Concepção literária

Morremos um pouco todos os dias. Somos diminuídos com a perda de um amor, de ilusões ou mesmo ao tomarmos consciência de nossa própria idade e, consequentemente, de nossa finitude no mundo.

“Pequenas Mortes Cotidianas” é uma coletânea de contos nos quais a tônica é o dia-a-dia de todos nós. Como pano de fundo, os textos falam daquele que nos subtrai aos poucos, ao passo que em nós, adiciona também algo de si mesmo. O tempo.

Alguns dos títulos: Mariposa (no momento de desligar os aparelhos, a paciente, em coma, vislumbra a própria vida, o que foi e o que poderia ter sido) – Quase (quase na menopausa, quase velha, quase bela, ela se questiona em plena crise dos 40 – menção honrosa no Prêmio NIDIL de criação acadêmica de direito e literatura) – Com a Ponta dos Dedos (o que é ser “diferente” é a reflexão desse conto sobre uma menina cega que aprende a ler com letrinhas de macarrão) – Déjà Vu (quem nunca se questionou sobre as escolhas da própria vida? Este conto brinca com conceitos de física quântica em uma trivial viagem de carro) – Ossos Largos (quando o peso do próprio corpo esmaga a auto estima – menção honrosa no prêmio NIDIL de criação acadêmica e prêmio AR Publisher) – Casal Perfeito (sobre o fim – menção honrosa no Prêmio da Academia Penedense de Letras) – Passarinhos (até que ponto pode ir a autodoação) – Bob (a dor do abandono não é privilégio do ser humano) – A Lagartixa (por que a opção sexual do outro incomoda tanto em nossa sociedade?) – (…) (a desconstrução de si mesmo na descoberta do Alzheimer), entre outros.   

 

Referências estéticas

A proposta da autora é a utilização de uma estética literária que resulte em textos nos quais o aspecto sensorial aparece não só na busca da emoção – através da identificação direta do leitor – mas também na organização estética do texto – através da tessitura das palavras.

 

Personagens

Os personagens de “Pequenas Mortes Cotidianas” somo todos nós.

Somos a Mariposa no momento de encarar nosso próprio fim, ou a “Lady Gaga no climatério” ao tomarmos consciência de nossa idade e consequente caminhar para o fim, como em Quase. Somos a criança, tateando no escuro, em busca de si mesma (Com a Ponta dos Dedos) ou a personagem de Déjà Vu, ao nos questionarmos se escolhemos o caminho certo em decisões que poderiam mudar as nossas vidas. Somos Amanda de Ossos Largos, vítimas de bullying e prisioneiros de nossas próprias aparências, e, aquele que sofre a dor do adeus pelo sufocamento da busca do relacionamento idealizado e perfeito (Casal Perfeito) ou mesmo a Ruiva Menina a sofrer com a exploração do mundo contra si mesma (Passarinhos).

Todos podemos ser Bob e seu inocente amor de cão, deixado pra trás por aqueles a quem mais amava – seu donos. Assim como todos temos um rabo de Lagartixa a ser extirpado, uma dor latente de aceitação incompreendida.

é o título do último conto, pois no final, todos nós nos perderemos ou encontraremos a nós mesmos, na linha do horizonte.

 

Tempo e espaço

Em busca da identificação do leitor com cada conto, os textos são construídos na primeira ou na terceira pessoa, de acordo com a escolha da força e do tipo de reação que a autora busca.

Em certos momentos observador, em outros vestindo a pele do personagem, o leitor será convidado a encontrar dentro de si mesmo, a resposta ao questionamento de cada conto.

Todos os textos se encontram no passado. Seja ele construído de memórias de um segundo atrás ou, de lembranças de longa data. Nada é presente, tudo já se foi, nesse nosso caminhar diário rumo ao fim.  

 

A Autora

Paula Giannini é dramaturga, roteirista, contista e atriz. Entre suas obras mais conhecidas encontra-se a comédia “Casal TPM” – espetáculo de Teatro que já foi assistido por mais de 700 mil pessoas na cidade de São Paulo. Em 2014 integrou o Núcleo de Dramaturgia David Mendes, na RPCTV (filiada da Rede Globo no Paraná). Como autora possui textos infantis (entre eles “Se Essa Rua Fosse Minha – Espetáculo de Brincar” – merecedor de inúmeros Prêmios como Valores do Brasil e Pontinhos de Cultura), comédias, dramas e textos focados na cultura popular brasileira.

 

Serviço

Local – Casa das Rosas  

Quando – Dia 03 de outubro das 18 às 21h

Endereço – Av Paulista, 37

Contato (11)982497839 

Facebook da autora – Paula Giannini II e Paula Giannini III

https://www.facebook.com/paula.gianniniiii